Relatório de exemplo, gerado com respostas fictícias. O seu relatório terá este formato, com os seus próprios resultados.
Relatório individual
Segurança psicológica na minha equipe
Pessoa exemplo · respondido em 10/10/2026
Em resumo
Como está a sua equipe
Aqui, a segurança está em construção
38 de 60
Em que zona ela está
Zona de ansiedade
Segurança baixa · exigência alta
Por onde começar
Discordar e falar cedo
6 de 15
O que você fez com isso
você quase não fez
20 de 40
Por onde começar?
Pessoa, pelo que você descreveu, a sua equipe está na Zona de ansiedade. A área para olhar primeiro é Discordar e falar cedo.
Nos próximos sete dias: conte um erro pequeno seu à equipe no mesmo dia, com o que já fez para corrigir.
Uma ação, uma semana. O resto do relatório explica o porquê.
O que esta ferramenta mede?
Três coisas, em três blocos. No primeiro, o clima da sua equipe: o quanto é seguro errar, discordar, pedir ajuda e ser diferente, nas quatro áreas que a própria pesquisa sobre o tema usa. No segundo, a exigência: o quanto a equipe cobra qualidade e prazo. Cruzando as duas, o relatório mostra em que zona a equipe está. No terceiro, o que você fez: o quanto, nas últimas quatro semanas, você contou erros, discordou, pediu ajuda e defendeu uma opinião diferente. No estudo original, esses comportamentos foram medidos à parte, e foi assim que se mostrou que segurança psicológica produz aprendizado. Aqui eles aparecem como a sua parte na história.
Em que zona está a sua equipe?
Pessoa, pelo que você descreveu, a sua equipe tem exigência alta e segurança baixa. O padrão é alto, os prazos são cobrados, e as pessoas não se sentem seguras para dizer que erraram, que não sabem ou que discordam. É a combinação em que os problemas mais aparecem tarde, porque todo mundo esconde o que pode. A exigência pode ficar como está; o trabalho é construir segurança, começando pela área indicada em Por onde começar.
O que a sua equipe permite e o que você faz?
O que a equipe permite
O que você fez
Anéis: até 50: ainda não é seguro · 50 a 74: a caminho · 75 ou mais: seguro.
Onde o âmbar fica dentro do sépia, a sua equipe permite mais do que você usa. Onde fica fora, você se arrisca mais do que o clima parece permitir.
Pessoa, o ambiente parece mais seguro do que você tem aproveitado. Pela sua leitura, a porta está aberta e você ainda não costuma entrar. Isso é comum em quem aprendeu, em outra equipe, que falar custava caro. A escada abaixo mostra o próximo passo com o menor risco possível.
Qual é o seu próximo passo?
Falar numa equipe é correr um risco pequeno na frente dos outros. Os riscos têm tamanhos diferentes, e ninguém começa pelo maior. Esta escada ordena cinco atitudes da menos arriscada para a mais arriscada, mostra até onde você já foi nas últimas semanas e indica o degrau seguinte.
1Pedir ajuda
2Dizer não sei
3Contar um erro pequenovocê está aquisua ação da semana
4Defender uma opinião diferente
5Discordar de uma decisão em reunião
Sua ação da semana
Conte um erro pequeno seu à equipe no mesmo dia, com o que já fez para corrigir.
O que isso está custando à sua equipe hoje?
Na sua equipe, as pessoas provavelmente concordam na reunião e discordam no corredor. Quem decide fica sem a informação que o grupo tinha, e o problema só aparece na hora da entrega.
As quatro áreas, lado a lado
Área
Clima
Leitura
Você
Em uma linha
Discordar e falar cedo
6 de 15
aqui ainda não é seguro
você: 3 de 10 · você quase não fez
Dá para questionar, apontar um risco e dizer que o prazo não fecha?
Lidar com o erro
9 de 15
aqui está a caminho
você: 4 de 10 · você quase não fez
Dá para errar, contar e corrigir sem virar alvo?
Pedir ajuda
10 de 15
aqui está a caminho
você: 6 de 10 · você fez algumas vezes
Dá para dizer não sei, não dou conta ou preciso de apoio?
Sentir-se parte
13 de 15
aqui é seguro
você: 7 de 10 · você fez algumas vezes
Dá para ser quem você é e ter o que você sabe aproveitado?
Leitura área por área
As pessoas se sentem parte da sua equipe?
Dá para ser quem você é e ter o que você sabe aproveitado?
O que é
Sentir-se parte é poder pensar diferente sem ser deixado de lado, ter o que você sabe fazer aproveitado e confiar que ninguém vai agir contra você. Onde isso existe, o jeito diferente de alguém vira recurso. Onde não existe, vira piada ou isolamento.
Pelo que você descreveu, Pessoa, na sua equipe as pessoas se sentem aceitas como são, e as diferenças são usadas. Quando alguém está em dificuldade, a equipe se aproxima. Equipes assim seguram as pessoas mesmo em fases difíceis; o cuidado é fazer isso valer também para quem acabou de chegar.
O que você fez nessa área
você: 7 de 10 — Nas últimas semanas, você defendeu opiniões diferentes e se aproximou de colegas algumas vezes. Faça isso com quem está na borda da equipe.
O que você pode fazer
Semana
Ação
Como saber que funcionou
Semanas 1 e 2
Pergunte a quem chegou por último como foi se sentir parte da equipe e o que ajudou.
Você anotou uma prática que vale repetir com a próxima pessoa.
Semanas 3 e 4
Quando a pressão subir, observe se alguém está sendo deixado de lado e traga essa pessoa para perto.
Você fez isso numa semana difícil.
Dá para pedir ajuda na sua equipe?
Dá para dizer não sei, não dou conta ou preciso de apoio?
O que é
Pedir ajuda, dizer não sei e avisar que a carga passou do limite são as três formas mais simples de evitar retrabalho. Pense em alguém que recebe uma tarefa que nunca fez: numa equipe segura, pergunta a quem já fez; numa equipe insegura, tenta sozinha, demora o dobro e entrega pior.
Pelo que você descreveu, Pessoa, na sua equipe pedir ajuda a um colega próximo é normal, e pedir a quem lidera ou a outra área ainda pesa. Dizer não sei em reunião ainda custa. A ajuda provavelmente circula em círculos pequenos, e quem está fora deles fica sem apoio.
O que você fez nessa área
você: 6 de 10 — Nas últimas semanas, você pediu ajuda algumas vezes. Tente dizer não sei numa reunião, em voz alta.
O que você pode fazer
Semana
Ação
Como saber que funcionou
Semanas 1 e 2
Diga não sei em voz alta numa reunião, seguido de uma pergunta ou de quem você vai consultar.
Você disse não sei e nada de ruim aconteceu.
Semanas 3 e 4
Ofereça ajuda a alguém da equipe que parece sobrecarregado, perguntando o que pode tirar da lista dela.
Você assumiu uma tarefa de alguém ou alguém assumiu uma sua.
Como a sua equipe lida com o erro?
Dá para errar, contar e corrigir sem virar alvo?
O que é
Numa equipe onde o erro pode ser contado, ele é contado no mesmo dia, enquanto ainda é barato consertar. Onde o erro vira castigo, ele fica escondido até estourar. Pense num número errado num relatório: avisado em dez minutos, custa uma correção; descoberto pelo cliente, custa a confiança.
Pelo que você descreveu, Pessoa, na sua equipe os erros pequenos são contados, e os que envolvem outras áreas ou a liderança ainda ficam para depois. A conversa sobre o erro existe, mas acontece entre poucas pessoas. A equipe provavelmente corrige rápido o que é fácil e demora no que importa.
O que você fez nessa área
você: 4 de 10 — Nas últimas semanas, você quase não contou erros seus antes que fossem descobertos. Pode ter faltado ocasião; pode ter faltado espaço. A escada do próximo passo ajuda a testar com um erro pequeno.
O que você pode fazer
Semana
Ação
Como saber que funcionou
Semanas 1 e 2
Leve um erro já corrigido para a reunião da equipe, com o que foi aprendido, sem nomes.
Alguém usou o aprendizado em outra situação.
Semanas 3 e 4
Proponha cinco minutos fixos na reunião semanal para a pergunta: o que quase deu errado esta semana?
A pergunta foi feita em duas reuniões seguidas e teve resposta.
Dá para discordar na sua equipe?
Dá para questionar, apontar um risco e dizer que o prazo não fecha?
O que é
Discordar de uma decisão, apontar um risco ou dizer que o prazo não fecha são as falas mais caras numa equipe. Onde há espaço, alguém diz na reunião, com argumentos. Onde não há, todos concordam na sala e discordam no corredor.
Pelo que você descreveu, Pessoa, na sua equipe as pessoas provavelmente concordam na reunião e discordam no corredor. As reuniões terminam rápido e com pouca discussão, e quem discorda uma vez pensa duas antes de repetir. Quem decide fica sem a informação que o grupo tinha, e o problema aparece na entrega.
O que você fez nessa área
você: 3 de 10 — Nas últimas semanas, você quase não discordou em reunião, e guardou ao menos um problema que via chegar. Comece por uma pergunta sobre risco, que é a forma mais barata de falar.
O que você pode fazer
Semana
Ação
Como saber que funcionou
Semanas 1 e 2
Numa reunião, faça uma pergunta sobre um risco que ninguém mencionou, no formato: o que acontece se X não der certo?
A pergunta mudou alguma decisão ou abriu uma discussão.
Semanas 3 e 4
Discorde de algo pequeno, dizendo primeiro o que concorda e depois o ponto de discordância com um fato.
Você discordou em reunião e a relação com a pessoa continuou igual ou melhorou.
Uma pergunta para levar à reunião
Uma pergunta por área, para abrir ou fechar a reunião da equipe. Qualquer pessoa pode propor; quem lidera tem mais força para manter. A pergunta da sua área prioritária aparece em destaque.
comece por esta
O que estamos evitando falar?
Discordar e falar cedo
O que quase deu errado esta semana?
Lidar com o erro
Quem está com mais do que dá conta?
Pedir ajuda
Quem ainda não falou hoje?
Sentir-se parte
A conversa que você está adiando
Quase toda fala difícil cabe em três frases: o que eu vi, o que isso causa e o que eu proponho. Preencha abaixo a conversa que você está adiando. O que você escreve fica salvo no seu relatório e não é enviado a ninguém.
Exemplo na sua área prioritária (Discordar e falar cedo)
O que eu vi: o prazo combinado é dia 10 e duas pessoas estarão de férias. O que isso causa: a entrega vai sair sem revisão. O que eu proponho: dia 15, ou reduzir o escopo.
O que esta ferramenta não mede?
Segurança psicológica costuma ser confundida com três coisas que ela não é. Não é confiança entre duas pessoas: é um clima da equipe inteira, e você pode confiar em um colega numa equipe insegura. Não é conforto: equipes seguras discutem, discordam e se cobram, e isso incomoda. Não é padrão baixo: segurança só vira resultado quando vem com exigência alta, e é por isso que este relatório cruza as duas no mapa das zonas. Também não mede o seu desempenho nem o da equipe, e sim como você percebe o clima e o que você fez com ele.
Se você lidera a equipe
Quem lidera tem o maior peso na segurança psicológica, porque a equipe aprende com a reação do líder, e não com o discurso. A pesquisa aponta a liderança como o fator que mais pesa nesse clima. Três movimentos mudam mais do que qualquer política: dizer que o trabalho tem incerteza e que erros e ajustes fazem parte; perguntar o que você não está enxergando; e, quando alguém traz um problema, agradecer antes de corrigir. Se a sua área para começar é Lidar com o erro, conte um erro seu. Se é Discordar e falar cedo, peça a alguém que discorde de você em público. Se é Pedir ajuda, diga não sei numa reunião. Se é Sentir-se parte, chame para perto quem está na borda. E olhe a zona da equipe: se ela está em conforto, o seu trabalho é na exigência, não na segurança.
Como saber que melhorou?
Refaça esta ferramenta em 30 dias. Na área por onde você começou, uma diferença de 3 pontos ou mais sugere mudança; abaixo disso pode ser variação normal de humor e de semana, e não dá para concluir nada. Olhe também o clima e o que você fez, juntos: quando os dois sobem, a mudança está no ambiente; quando só o seu lado sobe, a mudança está em você, e vale cuidar para não se desgastar. Mais confiáveis do que a pontuação são três sinais que dá para ver: alguém contou um erro antes de ser descoberto, alguém discordou em reunião sem consequência, alguém pediu ajuda e recebeu.